Atividade

  • LGBTQIA+ Espírita publicou uma atualização 3 dias, 8 horas atrás

    Comentando o artigo Homoafetividade, família e instituições religiosas, de Wellington Balbo

    Um saudoso bom dia a todes!!

    Com enorme alegria pelos avanços que a atualidade nos oferece no debate sobre diversidade e alteridade, comentamos aqui a contribuição valiosa que representa o artigo publicado por Balbo no dia 17/11/2020, no site Agenda Espírita.
    Sim, conforme responderam em sua pesquisa as pessoas homoafetivas entrevistadas, a família e as instituições religiosas são espaços onde a tensão, quando apresentam-se ríspidos a diversidade, se faz maior e fragilizante, uma vez que envolvem pessoas e significados ligados ao íntimo de cada um de nós.
    Na família estão as figuras dos pais, irmãos, a parentela em si; e nas instituições religiosas a representação da divindade, ligada ao sentido existencial humano. Assim, duas organizações basilares, fundamentais para construir ou destruir o sentido das vivências de uma pessoa, conforme a acolha ou a rejeite em suas particularidades.
    Destacamos de forma especial aqui neste comentário, a parte final do artigo:
    “Mas o que isto significa em termos práticos?
    Ora, estabelecer relações de transparência, no intuito de que os membros desta família possam confiar uns nos outros sem terem que ter receio da rejeição ou da reprovação por parte de outros componentes da família. Isto é, exatamente, estreitar os laços, aproximar as pessoas umas das outras, transformar o ambiente familiar em um cenário de paz e refrigério, posto que, ao estreitar os laços pode-se ser quem é, sem nenhum tipo de receio de retaliação.

    São dois pontos bem interessantes que se deve trabalhar no que concerne à prevenção ao suicídio: família e instituições religiosas, dois importantes fatores de proteção ao indivíduo. Nesta dupla poderá estar muito das alegrias e tristezas vivenciadas pelos Espíritos que estão encarnados neste planeta.

    Os números estão aí, para bem os utilizarmos em benefício da felicidade das pessoas.” Wellington Balbo

    E a esta reflexão sobre termos práticos acrescentamos a necessidade de que se reforce a legitimidade das identidades LGBTQIA+, as relações afetivas que estabelecemos, as famílias que muites de nós desejam construir. Precisamos encontrar-nos (também) valorizades nas figuras que ilustram os textos sobre família, filhos e felicidade conjugal. Precisamos que os arquétipos apresentamos á sociedade não sejam apenas do homem e da mulher cisgêneros e dos traços que os identificam; mas precisamos encontrar, na representação dos arquétipos humanos, as figuras com que possamos nos identificar. Esperamos pelo dia em que uma cartilha sobre casamento e família trouxer a representação das famílias homoafetivas, transgêneras, e suas construções, por exemplo. Esperamos pelo dia em que a relação homoafetiva não seja apresentada aos jovens como um “problema no lar”. A recepção, ou ao menos o respeito, ao diverso, no seio da família e das instituições religiosas, sem taxação como “problema” é, sem dúvida, fundamental, evitando-se o rompimento precoce de laços familiares; a não vivência de uma espiritualidade, que leva muito LGBT ao ateísmo; a exposição a mais agressões e perigos nas ruas, a exploração sexual, o suicídio.
    Estamos atentes a estas contribuições, reunindo-as em webespaços em que possam ser encontradas pelos nossos. Agradecemos a quem, na postura de destaque como formadores de opinião no meio espírita, se empenha em lançar novas luzes sobre o tema. Sabemos que se trata do momento certo para que isto aconteça e, sem dúvida, tem muita gente ainda, espalhada pelo mundo- na literatura, na arte teatral, na música, na mediunidade – para deixar a sua contribuição em benefício da alteridade, em todos os formatos em que ela se faz necessária.